28.5.12

Bons filmes à disposição nas locadoras

Com os playoffs da NBA a todo vapor, meu tempo para os filmes tem se limitado aos sábados e domingos. Dia de semana nem pensar. Quando sobra um tempo, livros e mais livros. Os estudos não podem ficar de lado.

Mas nos últimos finais de semana, conseguir ver uma dúzia de bons filmes e que merecem, neste espaço, as minhas considerações. Alguns candidatos a Oscar – que havia perdido nos cinemas – entraram na lista. Pra quem anda meio confuso nas locadoras, em meio a tantos lançamentos, deixo aqui algumas sugestões:

Drive – Ryan Gosling é o ator do momento. Talentoso, o rapaz faz um filme atrás do outro. Tudo pelo Poder é outro filmaço. Aqui, o astro faz um motorista habilidoso que se envolve num assalto malsucedido. Mesmo perseguido, ele arruma um tempo para se envolver com a bela Carrey Mulligan. O filme é bastante violento, lembra Táxi Driver, mas tem uma trama bem amarrada.

A Dama de Ferro – esperava mais desse elogiado filme. Meryl Streep encarna a personagem com perfeição. Uma interpretação digna de Oscar. Ela é a própria primeira-ministra. Mas senti que o filme pecou na abordagem de alguns episódios marcantes. Tudo é mostrado em flashbacks e com superficialidade. Faltou tocar na questão da Guerra do Golfo, nos atentados do IRA. Não é um filme brilhante. Quem não conheceu Margaret Thatcher não vai curtir muito. 

Um dia – Anne Hathaway é mesmo uma gracinha. Só ela para transformar uma historinha boba num filme atraente e bonito. Algo que havia realizado em Amor e outras drogas.  Dizem que o livro é emocionante. Anne é uma jovem que sonha em ser escritora, embora não tire da cabeça o amor pelo colega de faculdade. Ele, um playboy, insiste em não reconhecer o amor. O filme começa em 1988 e termina em 2011. As meninas vão gostar bastante.

Roubo nas alturas – ótima comédia, boa trama e um elenco de primeira. Esse filme merece uma chance, agora nas locadoras. A reunião de Eddie Murphy, Ben Stiller, Téa Leoni, Matthew Broderick e Casey Affleck rende boas risadas. Endividados por conta de um investidor picareta, eles decidem dar o golpe depois que o sujeito perde a economia do grupo.   

Cavalo de Guerra – Spielberg fez um filme para família. Embora se passe durante a Primeira Grande Guerra, você não vê sangue, violência ou corpos destroçados. Em duas horas e meia, o que presenciamos é o forte laço de amizade de um jovem e seu belo animal. Separados pelo conflito, ambos vão enfrentar as diversidades para se reencontrar. Fotografia impecável, direção segura e cenas marcantes (observe a do animal preso por arames farpados). Bonito, mas faltou um pouco de emoção.

O espião que sabia demais – com certeza, um dos melhores filmes de espionagem dos últimos anos. Nada lembra a correria e os efeitos de um 007. Nesta produção, o ritmo é lento, quase parado. Os movimentos são quase que coreografados. Com ótimos atores e uma reconstituição de época primorosa, O espião que sabia demais é o tipo de filme que prende pela trama. Difícil é descobrir o vilão. Todos são suspeitos.

Colombiana – filme de ação razoável, mas bem corrido. A história é simplória. Garota colombiana presencia o assassinato de seus pais. Mais tarde, já adulta, vai em busca de vingança. Zoe Saldana está longe de ser uma estrela. Tivessem colocado uma atriz mais conhecida, o filme teria merecido mais atenção. Arrisque.

13.5.12

O sucesso de Os Vingadores foi planejado

Agora que recordes foram quebrados e o filme caminha para entrar na lista das maiores bilheterias da história do cinema, vamos tentar explicar um pouco o sucesso de Os Vingadores. Sem dúvida, muitos sabiam que o filme renderia bons números, mas eles continuam surpreendendo.

Creio que o desempenho do filme está atrelado, inicialmente, à ótima estratégia da Disney/Marvel em contar a história de cada herói em filmes solo. Isso permitiu que o público conhecesse aos poucos a vida de cada personagem e se identificasse com algum em especial. De todos, Hulk talvez tenha sido o mais prejudicado. A versão de Ang Lee esqueça. Era uma bosta mesmo. E a mais recente, com Edward Norton, não cativou o público. Uma pena.

Outro fator decisivo para o sucesso do filme é identificação do elenco com seus personagens. Robert Downey Jr. parece se divertir um bocado na pele do Homem de Ferro. Chris Evans exibe carisma e seriedade com seu Capitão América. Tom Hiddleston revelou-se como Thor e até mesmo Scarlett Johansson se dá bem nesse clube do bolinha. Porém, o grande destaque é Mark Ruffalo como Hulk. E ele quem rouba as melhores cenas.

A escolha de um diretor pouco badalado também ajudou. Joss Whedon não havia emplacado um grande sucesso até então. Soube equilibrar o filme com ótimas sacadas do roteiro e cenas de ação caprichadas. Algumas exageradas, é verdade. Em alguns momentos me senti como se estivesse à frente de mais uma sequência de Transformers.

Enfim, o que importa é o resultado final. E Os Vingadores chegou e deu o seu recado. Será que o Cavaleiro das Trevas terá forças para derrubar esses números?

20.4.12

Os Vingadores dão a largada aos filmes-pipoca

Daqui a duas semanas, será dada largada à temporada do verão norte-americano com a estreia de Os Vingadores. Curiosamente, nós, brasileiros, vamos ver o filme antes, a partir do dia 27. Lá, o filme só ocupa as salas em 4 de maio. Não entendi a jogada do estúdio. Mas tudo bem. Isso demonstra que os caras estão realmente interessados no mercado internacional. Até porque, hoje em dia, a bilheteria da América do Norte já não garante o pagamento dos filmes.

Com Os Vingadores, entram em cartaz, nos próximos meses, os filmes mais caros e aguardados do ano. A seguir, teremos uma lista de fortes candidatos a blockbuster de 2012. Entre as apostas certas, além de Os Vingadores, teremos Homens de Preto 3, Batman – O cavaleiro das trevas ressurge, Branca de Neve e o caçador, Rock of Ages, Prometheus, O espetacular Homem-Aranha, Valente, O vingador do futuro, O Legado Bourne e muito mais.

De todos, imagino que nenhum vá bater o faturamento de Batman. A expectativa é enorme. Pra quem ainda não viu, vale a pena dar uma conferida no trailer:

O Palhaço peca pela tristeza do protagonista

Considero Selton Mello um dos melhores atores do Brasil. Não tem como não gostar do cara. Talentoso, gente boa, inteligente, com certeza é um dos responsáveis bela ótima fase nosso cinema. Não consegui assistir ainda Feliz Natal, seu primeiro filme como diretor. Por isso estava ansioso em ver O Palhaço, seu segundo trabalho atrás das câmeras.

O resultado ficou abaixo do que eu esperava. Não que o filme seja ruim. Selton sabe como conduzir atores (nada mais óbvio) e capricha nas imagens. Mas duas coisas me decepcionaram: o tempo do filme e a história deprê. Em O Palhaço, Selton é o artista que percorre o interior do país com o circo pobre em que trabalha. Ele faz dupla com Paulo José, como os personagens Pangaré e Puro Sangue.

Lá pelas tantas, o cara começa a questionar o próprio talento e a sua capacidade em se dedicar a outra profissão. Claro que tudo isso ocorre depois que ele se engraça com uma moça que assistiu ao espetáculo.

Mesmo que o filme reserve cenas bem engraçadas, O Palhaço é um drama. Trata-se de uma história bonita, mas contada com certa tristeza. O filme tem participações muito bacanas de Moacyr Franco e Ferrugem. Pena que tudo passe em rápidos 90 minutos.

5.4.12

Um pacote de bons filmes para o feriadão

Feriadão que se preze tem que ter filme. Seja em casa, seja no cinema. Pra quem ainda não passou na locadora e prefere o aconchego do lar, deixo minhas impressões sobre filmes que assisti recentemente. Divirtam-se e boa Páscoa.

O preço do amanhã – merece uma atenção essa aventura/ficção com Justin Timberlake. Num futuro, as pessoas só viverão até os 25 anos. A partir daí, todos precisarão comprar tempo para se manterem vivas. E tudo que se compra, vale tempo. A trama é meio absurda, mas o ritmo do filme agrada bastante. Não leve muito a sério.

Um conto chinês – uma das melhores comédias que assisti este ano. E tudo graças ao talento de Ricardo Darín, esse excelente ator argentino. Aqui, ele faz um sujeito dono de uma loja de materiais de construção. Sozinho, de poucos amigos, ele tem sua vida virada do avesso depois que um chinês chega a Buenos Aires. Como eles não se entendem (os dois falam línguas diferentes), passam por uma série de apuros, gerando situações bem engraçadas. Obrigatório.

Confiar – ótimo filme que deveria ser assistido, principalmente, por pais com filhos adolescentes. A trama de Confiar aborda a polêmica questão sobre o acesso de crianças e adolescentes à internet. Mais do que isso: os relacionamentos pela rede. É um filme corajoso, tenso e com boas interpretações. Curiosidade: o filme é dirigido pelo ator David Schwimmer, famoso pela série Friends.

Gigantes de aço – no futuro, o boxe foi proibido. Com isso, entram no ringue robôs para garantir o espetáculo. Hugh Jackman é a estrela dessa aventura com toques de drama. A paixão pelo estranho esporte vai aproximá-lo ao filho distante. Vale cada centavo do aluguel. Repare na perfeição dos robôs.

O Homem do futuro – Wagner Moura é um show. Disso ninguém discute. Em O homem do futuro, ele é um físico que cria uma máquina do tempo. Apaixonado pela colega Alinne Morais, ele volta ao passado para mudar as coisas. Tudo dá errado, obviamente, e a confusão rende cenas engraçadas. Outro bom filme do astro, com roteiro redondo e música da Legião Urbana. Pra ver e rever.

Jogos Vorazes deveria ser avaliado pelos pais

Até estrear nos cinemas, eu jamais tinha ouvido falar na obra Jogos Vorazes. Tampouco, sabia do que se tratava a história. Com as primeiras informações sobre a adaptação para o cinema, fui me inteirando da trama.

Sinceramente, imaginei que fosse mais um filme de temporada, para órfãos de Harry Potter e, daqui a pouco, para os da saga Crepúsculo. Por isso, fui ver o filme mais pelas críticas bastante positivas da adaptação. Além, é claro, pela bilheteria monstruosa do filme até aqui. Vai passar fácil dos US$ 300 milhões na América do Norte.

Mas o que dizer de um filme em que crianças matam crianças? Isso mesmo. Pra quem não conhece a história, Jogos Vorazes são disputas envolvendo crianças e adolescentes na luta pela sobrevivência. Num futuro e num país que o filme não deixa claro, um governo autoritário seleciona em alguns distritos um grupo de crianças e adolescentes para participar dos jogos. O detalhe é que estes são transmitidos como um reality show. O filme é violento, chocante, mas bate forte na onda horrorosa desse espetáculo midiático. Particularmente, não perco meu tempo com essas bobagens que contaminaram a programação das emissoras de TV.

Embora não seja nada agradável ver crianças se matando, o diretor Gary Ross optou por recursos interessantes para amenizar as cenas. Na hora da matança, imagens rápidas e nada de som. Enfim, gostei muito de Jogos Vorazes. E mais ainda da bela performance da jovem atriz Jennifer Lawrence. Parte do sucesso do filme deve ser creditado a ela.

17.3.12

Denzel é o que segura Protegendo o inimigo

Denzel Washington é aquele tipo de ator que você não se sente aborrecido pelos papéis que escolhe. Todo ano, o carismático ator exibe seu talento num bom filme. Pode não ser um estrondo de bilheteria, ou mesmo um candidato ao Oscar. Mas o cara dificilmente entra em roubada. Seus filmes valem o ingresso.

Ano passado, assisti Incontrolável. Aventura bacana e bastante tensa. Nesta sexta, fui ao cinema ver seu mais recente sucesso Protegendo o inimigo. Digo sucesso porque o filme já faturou mais de U$ 100 milhões. E parte do bom resultado deve ser creditado ao ator. Denzel é gente boa, dedicado e elegante. Sim, é um dos atores mais charmosos do cinema. Gosto muito de Denzel, desde os tempos de Filadélfia.

O filme é uma correria só. Muita pancadaria, tiroteios e cenas eletrizantes de perseguição. Denzel faz um ex-agente da CIA que trocou de lado. Após se entregar ao governo norte-americano no consulado em Cabo Frio, ele passa a ser alvo de assassinos. Para protegê-lo, surge o novato Ryan Reynolds (Lanterna Verde). Como estava preso a um trabalho burocrático, o cara sofre um bocado para cumprir sua missão. O filme teria um resultado melhor se não fosse o ritmo frenético e Reynolds. Não consigo gostar deste ator. É esforçado, nada mais. 

Enfim, Protegendo o inimigo é um bom filme e que apenas confirma o poder de Denzel Washington.

7.3.12

Nem sempre Spielberg acerta com aliens

Chega a ser engraçado a obsessão de Steven Spielberg por alienígenas. Desde E.T e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, o premiado diretor, sempre que pode, procura levar às telas uma boa história que envolva extraterrestres, sejam eles do bem ou do mal. 

No ano passado, Spielberg produziu dois filmes: Super 8 e Cowboys & Alies. Os dois são lançamentos nas locadoras. E tanto o primeiro quanto o segundo foram dirigidos por apadrinhados do mestre: J.J. Abrams (Lost)  e Jon Favreau (Homem de Ferro)

Infelizmente, apenas Super 8 agrada. Vi nos cinemas e gostei muito da história sobre um grupo de adolescentes metidos a cineastas que, durante uma gravação, presenciam um grave acidente de trem. Nem precisa dizer o há nos vagões. O filme reserva bons efeitos, diálogos engraçados e alguns sustos. O bacana é que tudo se passa na década de 1970. O filme me lembrou outro que marcou a minha adolescência: Os Goonies.

Já sobre Cowboys & Aliens não se pode dizer o mesmo. A história é fraca e a justificativa para invasão dos alienígenas é ridícula. Ver índios e cowboys lutando contra monstros de outro planeta não ficou legal. Mesmo com um elenco de ponta, o filme não empolga. Harrison Ford (envelhecido) continua com suas caras e bocas, como se estivesse no papel de Indiana Jones. A bela Olivia Wilde (House) só encanta. E Daniel Craig apenas se esforça para liderar a resistência. Quem quiser arriscar, vale como sessão da tarde.

26.2.12

Minhas apostas para o Oscar 2012

Assistir a festa do Oscar é um barato. Boa oportunidade para ver gafes, bajulações, traduções horrorosas, comentários ácidos sobre as mais bem vestidas e as nem tanto. Bacana ver atores que passam anos sem estrelar um bom filme. Tudo é um show midiático. Por isso, não dá pra se levar tudo muito a sério.

Este ano, a imprensa tupiniquim está de olho no prêmio de melhor canção. Tudo porque Carlinhos Brown tem chances com Rio. Adorei o filme e achei uma injustiça a Academia não ter incluído essa animação entre as cinco melhores. A Academia escolheu apenas duas canções este ano. Estranho. Sinal de que foi um ano ruim? Não me surpreenderei se perdermos a disputa.

Não assistirei o espetáculo até o final. A festa é muito longa. Mas vou deixar aqui as minhas apostas sobre as principais categorias, antes da festa no teatro começar:

Melhor filme: O Artista

Melhor diretor: Martin Scorsese (A invenção de Hugo Cabret)

Melhor ator: George Clooney (Os descendentes)

Melhor atriz: Merly Streep (A Dama de Ferro)

Melhor ator coadjuvante: Max Carl Adolf von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

Melhor atriz coadjuvante: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Melhor roteiro original: Meia-noite em Paris

Melhor roteiro adaptado: Os descendentes

Melhor filme estrangeiro: A Separação (Irã)

Como só assisti dois dos nove indicados à categoria de melhor filme – Os descendentes e O homem que mudou o jogo – não vou torcer pra ninguém.  O negócio é correr pro cinema mais tarde e recuperar o tempo perdido.