28.6.09
Oscar abre espaço para filmes comerciais
A imprensa deu grande destaque durante a semana ao anúncio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de que em 2010, em vez de cinco, teremos 10 indicados ao Oscar de melhor filme. Posso estar equivocado, mas imagino que a decisão dos membros da Academia possa ser interpretada como uma mea-culpa. Apesar dos apelos do público e das críticas favoráveis, a Academia ignorou o estrondoso sucesso de Batman no ano passado. Em quase todas as listas dos melhores filmes de 2008, o Cavaleiro das Trevas figurou entre os primeiros lugares. A estratégia é incluir filmes comerciais, que fazem sucesso entre o público adolescente. E, indiretamente, aumentar a audiência da cerimônia que nos últimos anos tem sido decepcionante.
Transformers e Megan Fox arrasam nas bilheterias
Barulhento, acelerado, divertido e sensual. Sensual? Com certeza! Transformers - A Vingança dos Derrotados é também trampolim para a mais nova beldade de Hollywood. Megan Fox (foto) deixa Shia LaBeouf e a platéia masculina de queixo caído.
Quem curtiu o original, não vai ter do que se queixar. Já quem não gostou nadinha, é bom passar bem longe das telas. Ninguém teria dúvidas que a sequência de Transformers seria um tremendo sucesso. Afinal, diretor, elenco e produtor (Spielberg, quem mais?) toparam fazer a sequência. O filme tem mais carros-robôs em cena. Tem mais ação e muita, muita destruição. É o típico filme das férias. Leio que o filme já passou dos US$ 300 milhões em menos de uma semana. Batman que se cuide!
21.6.09
Ótimos lançamentos nas prateleiras
Junho é sempre um mês recheado nas locadoras. Como os adolescentes, principalmente, estão entrando em férias, as distribuidoras aproveitam para promover bons lançamentos. O pacotaço inclui os filmes que disputaram o Oscar, em qualquer categoria. Por isso, vale a pena conferir:
1. Quem quer ser um milionário? - vencedor do Oscar de melhor filme, merecidamente. Uma história emocionante sobre um jovem que participa de um jogo na TV para chamar a atenção de sua amada.
2. O Curioso Caso de Benjamin Button - romance de primeira com Brad Pitt e Cate Blanchet. Destaque para a maquiagem e os efeitos visuais. Imperdível.
3. Dúvida - drama pesado sobre abuso sexual. Merly Streep e Philip Hoffman lideram o elenco.
4. Foi Apenas um Sonho - drama de época que reuniu novamente DiCaprio e Kate Winslet. Embora tenha um ritmo lento, há diálogos fortes e os dois atores inspirados. Filmaço.
E ainda sugiro uma conferida em Operação Valkíria com Tom Cruise. Bom filme sobre a conspiração que tentou assassinar Hitler durante a Segunda Guerra.
7.6.09
Até Luana Piovani convence em A Mulher Invisível
Não morro de amores por Luana Piovani. Tampouco acho que ela seja a mulher ideal, essa que faz parte do imaginário masculino. Juliana Knust, por exemplo, é muito mais sexy. Mas a discussão aqui não é essa. A verdade é que A Mulher Invisível é uma ótima comédia. Não é regular como atestaram os críticos da Folha de S. Paulo e do O Estado de S. Paulo. Não mesmo.
A história pode ser até fraquinha, concordo, mas o elenco garante boas risadas. Selton Mello (o melhor ator do cinema nacional na atualidade!) é um bom sujeito abandonado pela mulher. Desesperado, recebe a visita de uma suposta vizinha (Luana Piovani), que o deixa de quatro. O problema é que ela só existe na cabeça do apaixonado rapaz. É o bastante para provocar muita confusão e desencontros. O filme é de Selton Mello e Fernanda Torres. Ela, por sinal, tem as melhores falas. Já Piovani passa a maior parte do filme de lingerie. O suficiente para enlouquecer Mello e o público masculino.
Cinema brasileiro em ótima fase
Não sei até que ponto o fim da Embrafilme e a criação da Ancine foram decisivos para retomada do cinema brasileiro. Não me considero um estudioso no assunto. Longe disso. Sei, como a maioria, o quanto é complicado arrumar dinheiro no Brasil para fazer um filme de médio ou grande porte. Sei também que a Globo Filmes concentra boa parte da distribuição dos filmes nacionais. E que a Petrobras é quem financia por boa parte dessas produções. Mas não há como negar que o cinema brasileiro deu um salto de qualidade. Ou alguém vai ignorar os prêmios internacionais conquistados por Linha de Passe, Tropa de Elite, Cinema, Aspirinas e Urubus e Cidade de Deus?
Confesso que a cada 20 filmes que assisto no cinema, um talvez seja brasileiro. Mas já é muita coisa, pois num passado não muito distante, dificilmente saía de casa para ver um filme nacional na telona. Felizmente, as coisas mudaram, e mudaram muito. Assim como eu, vários brasileiros passaram a ver com ótimos olhos a nova fase do nosso cinema. Os recordes de público obtidos por filmes como Dois Filhos de Francisco, Se Eu Fosse Você 2, Tropa de Elite e Meu nome não é Johnny devem ser mais do que comemorados. Não apenas pela qualidade das produções em si, mas pelo respeito conquistado tanto aqui quanto lá fora.
O motivo de todo esse lero-lero deve-se a minha safisfação pelos três filmes nacionais que assisti recentemente. Dois no cinema (Divã e A Mulher Invisível) e um em DVD (Se Eu Fosse Você 2). Todos são imperdíveis e muito engraçados. Recomendo todos.
23.5.09
Mortensen é Um Homem Bom do Führer
O nazismo é um tema recorrente no cinema. Quase sempre rende filmes grandiosos, com elenco conhecido e diretor badalado. Recentemente, Tom Cruise levou às telas Operação Valkíria, sobre um fracassado atentado a Adolf Hitler. Um grande filme. Mas as locadoras receberam recentemente um outro, não menos interessante, mas pouco visto nos cinemas. Um Homem Bom conta a história de um professor universário (Viggo Mortensen) que se envolve com uma aluna em 1937, quando o governo de Hitler começa a tomar corpo na Alemanha. A traição, porém, torna-se insignificante diante do interesse do governo alemão pelo professor. Como ele havia redigido um artigo sobre a eutanásia, os dirigentes do Führer veem no documento as justificativas para perseguição aos judeus. Em meio aos problemas familiares e às novas funções na universidade, o professor ainda tenta salvar um colega caçado pelo governo. Mortensen transforma a história simples num drama carregado de tensão e angústia. Fantástico.
E o cinema vai perdendo o seu valor
Que o cinema está morrendo, não é novidade pra ninguém. Sempre que leio ou me deparo com notícias sobre novidades tecnológicas para home-theater sinto um misto de alegria e tristeza. É bom saber que a qualidade de som e de imagem de cinema podem ser reproduzidos no conforto de um lar. Por outro lado, é um motivo a mais para que as pessoas deixem de frequentar as salas de cinema. Eu, particularmente, não troco esse ritual por nada. É como uma religião. Enquanto algumas pessoas gostam de frequentar a igreja no final de semana, eu não abro mão do cinema. Por isso, lamentei a matéria que chegou às minhas mãos pela Carol, uma colega de trabalho, sobre o serviço de downloads de filmes lançado pela varejista Saraiva.
Fico chateado que essa seja uma tendência de mercado. E não há como evitar. Tudo bem. Mas eu ainda prefiro o escurinho do cinema, a fila da bilheteria, a pipoca de máquina, a reação do público...
17.5.09
Força Policial agrada, mas abusa da violência
Lançamento recente nas locadoras, Força Policial é um filme com elenco conhecido, trama envolvente, mas que peca na violência excessiva. Colin Farrell e Edward Norton são dois policiais de Nova Iorque. O primeiro usa e abusa de métodos que não combinam com o comportamento de um bom policial. Já o segundo é o modelo do profissional dedicado, honesto e respeitado pelos colegas. O assassinato de quatro policiais é o estopim para que o clima de desconfiança e a violência tomem conta da corporação. O filme vai agradar principalmente os homens. Corrupção, ameaças e boas atuações compensam as mais de duas horas de filme.
Contratempos impedem atualização
Jamais havia ficando tanto tempo sem postar. Mas uma série de contratempos, incluindo provas, viagens, reformas e outros não previstos me impediram de manter o Da Poltrona por dentro dos lançamentos em DVD e nos cinemas. Pra se ter uma ideia, o último filme nas telonas foi o movimentado e divertido Velozes e Furiosos 4 no dia 9 de abril. Wolverine, Star Trek e Monstros x Alienígenas continuam nos planos. Do que tem sido lançado em DVD, destacaria Marley e Eu, A Troca e O Leitor. Todos os três são muito bons.
1.5.09
Figurino e história impressionam em A Duquesa
A atriz Keira Knightley ficou conhecida como a mocinha da trilogia Piratas do Caribe. Mas o talento desta garota tem despontado mesmo nos filmes de época. Orgulho e Preconceito, Desejo e Reparação e este A Duquesa comprovam que, logo, logo, ela sobe as escadarias do Kodak Theatre para receber um Oscar. Em A Duquesa, Oscar de melhor figurino, Keira interpreta a Duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish, que viveu entre 1757 a 1806 na Inglaterra. Mesmo tendo casado por determinações da mãe, ela influenciou mulheres pelos trajes elegantes e por sua participação ativa na política, para desgosto do seu marido, o bilionário Duque de Devonshire (magistralmente interpretado por Ralph Fiennes). A história é comovente e revela como a sociedade inglesa era hipócrita. O filme é realmente indicado para mulheres, mas os homens devem arriscar. Conferi pelo elenco e gostei bastante.
19.4.09
Madagascar 2 diverte pelas tiradas adultas do roteiro
Quem assistiu o primeiro e se divertiu bastante com o jingle "Eu me remexo muito, eu me remexo muito..." não pode perder a segunda parte. Deixei passar batido nos cinemas e só fui assisti-lo agora em DVD. Uma pena, pois no cinema deve ter sido mais engraçado com o riso das crianças. Madagascar 2 tem um bocado de cenas impagáveis, sendo que as melhores ficam por conta dos pinguins que transportam os protagonistas de Madagascar até Nova Iorque. Lógico, dá tudo errado e eles vão parar na África. Como na primeira parte, alguns personagens se sobressaem pelas piadas, caso de Mort, Rei Julien e seu assistente Maurice. Impossível não rir com a cena em que o líder dos pinguins negocia com macacos o fim da greve para construção de um avião. Fantástico!
Invasão de privacidade em O Vizinho
Samuel L. Jackson é um cara legal. Raramente faz um filme bomba.
Tem carisma e é ótimo ator. O cara ainda não tem um Oscar na prateleira, mas não vai demorar muito pra que isso ocorra. Assisti recentemente O Vizinho, seu mais novo filme lançado em DVD. No Brasil, o filme nem foi exibido nos cinemas. Não entendi as razões da distribuidora, visto que tem muito lixo em cartaz por aí. Mas vamos ao filme. Em O Vizinho, Samuel L. Jackson é um policial linha dura e violento que inferniza a vida de um casal que acabou de se mudar para o seu bairro. O problema, na visão do policial, é que a esposa é negra e o marido branco. Algo que lhe traz uma péssima lembrança. O filme tem uma série de clichês, o final é forçado, mas as cenas tensas e a interpretação cafajeste de Jackson divertem bastante.