Com os playoffs da NBA a todo vapor, meu tempo para os filmes tem se limitado aos sábados e domingos. Dia de semana nem pensar. Quando sobra um tempo, livros e mais livros. Os estudos não podem ficar de lado.
Mas nos últimos finais de semana, conseguir ver uma dúzia de bons filmes e que merecem, neste espaço, as minhas considerações. Alguns candidatos a Oscar – que havia perdido nos cinemas – entraram na lista. Pra quem anda meio confuso nas locadoras, em meio a tantos lançamentos, deixo aqui algumas sugestões:
Drive – Ryan Gosling é o ator do momento. Talentoso, o rapaz faz um filme atrás do outro. Tudo pelo Poder é outro filmaço. Aqui, o astro faz um motorista habilidoso que se envolve num assalto malsucedido. Mesmo perseguido, ele arruma um tempo para se envolver com a bela Carrey Mulligan. O filme é bastante violento, lembra Táxi Driver, mas tem uma trama bem amarrada.
A Dama de Ferro – esperava mais desse elogiado filme. Meryl Streep encarna a personagem com perfeição. Uma interpretação digna de Oscar. Ela é a própria primeira-ministra. Mas senti que o filme pecou na abordagem de alguns episódios marcantes. Tudo é mostrado em flashbacks e com superficialidade. Faltou tocar na questão da Guerra do Golfo, nos atentados do IRA. Não é um filme brilhante. Quem não conheceu Margaret Thatcher não vai curtir muito.
Um dia – Anne Hathaway é mesmo uma gracinha. Só ela para transformar uma historinha boba num filme atraente e bonito. Algo que havia realizado em Amor e outras drogas. Dizem que o livro é emocionante. Anne é uma jovem que sonha em ser escritora, embora não tire da cabeça o amor pelo colega de faculdade. Ele, um playboy, insiste em não reconhecer o amor. O filme começa em 1988 e termina em 2011. As meninas vão gostar bastante.
Roubo nas alturas – ótima comédia, boa trama e um elenco de primeira. Esse filme merece uma chance, agora nas locadoras. A reunião de Eddie Murphy, Ben Stiller, Téa Leoni, Matthew Broderick e Casey Affleck rende boas risadas. Endividados por conta de um investidor picareta, eles decidem dar o golpe depois que o sujeito perde a economia do grupo.
Cavalo de Guerra – Spielberg fez um filme para família. Embora se passe durante a Primeira Grande Guerra, você não vê sangue, violência ou corpos destroçados. Em duas horas e meia, o que presenciamos é o forte laço de amizade de um jovem e seu belo animal. Separados pelo conflito, ambos vão enfrentar as diversidades para se reencontrar. Fotografia impecável, direção segura e cenas marcantes (observe a do animal preso por arames farpados). Bonito, mas faltou um pouco de emoção.
O espião que sabia demais – com certeza, um dos melhores filmes de espionagem dos últimos anos. Nada lembra a correria e os efeitos de um 007. Nesta produção, o ritmo é lento, quase parado. Os movimentos são quase que coreografados. Com ótimos atores e uma reconstituição de época primorosa, O espião que sabia demais é o tipo de filme que prende pela trama. Difícil é descobrir o vilão. Todos são suspeitos.
Colombiana – filme de ação razoável, mas bem corrido. A história é simplória. Garota colombiana presencia o assassinato de seus pais. Mais tarde, já adulta, vai em busca de vingança. Zoe Saldana está longe de ser uma estrela. Tivessem colocado uma atriz mais conhecida, o filme teria merecido mais atenção. Arrisque.
